Manutenção de Florestas de Mogno Africano

Tempo de leitura: 4 minutos

Manutenção da floresta de Mogno africano: Controle de pragas, incêndios e melhoramentos do solo

A manutenção da floresta de Mogno Africano (khaya ivorensis, khaya senegalensis, khaya antotheca e khaya grandifoliola) começa a partir do terceiro mês pós-plantio, neste período é ideal que se faça os seguintes procedimentos:

  • Coroamento das árvores: prática a qual consiste na capina por volta da muda, tendo como objetivo evitar a competição com plantas invasoras, como por exemplo, o capim. Tal pratica também contribui de forma significativa no controle de insetos;
  • Combate às formigas: consiste no controle das formigas principalmente dos gêneros Atta (saúvas) e Acromyrmex (quenquéns). Tal procedimento é muito importante neste período pelo fato de as mudas plantadas estarem em fase de desenvolvimento; o combate pode ser químico ou com a aplicação de iscas;
  • Adubação de cobertura: Consiste na reposição dos nutrientes perdidos por lixiviação ou já consumidos pela planta. Os intervalos desta adubação são realizados conforme necessidade específica da planta e a quantidade é definida nas primeiras análises laboratoriais;
  • Roçagem e dissecação das linhas e aceiros: As linhas e aceiros são faixas feitas ao longo da floresta para que evitar a propagação de uma possível queimada;

Após a manutenção pós-plantio tem-se as manutenções periódicas, como a realização do inventário e avaliação para  desbaste, além da repetição de todas ou parte das fases citadas acima ou adoção de novos procedimentos. Assim, a manutenção da floresta também inclui o controle de pragas e doenças que eventualmente venham a ser detectadas. De forma geral o Mogno Africano é pouco atacado por pragas, o que não elimina a necessidade de observação e prevenção de alguns insetos ou determinados tipos de fungos que podem vir a causar danos às plantas. De forma geral e sintetizada, dentre as principais pragas registradas no Brasil tem-se relatos, mesmo que em pequenos números, de pragas como as Abelhas Irapuá (conhecida como abelhas cachorro) que causam distúrbios fisiológicos e atrapalham o processo de fotossíntese das plantas. O controle destas é bem simples, consistindo na eliminação da colmeia e aplicação de repelentes.  Uma possível doença da planta é a conhecida como Cancro do Cortex ou Cancro da Casca. Esta doença não causa danos econômicos na madeira, mas tão somente estéticos. O controle de tal doença é feito de forma simples, barata e de fácil acesso, sendo realizado basicamente com a pulverização sobre as lesões com produtos a base de hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária).

Além do controle de pragas e doenças, outro fator importante é a controle de incêndios.  Tal prática começa desde o preparo da área para o plantio, quando é feita a limpeza da mesma. No entanto, existem outras técnicas para que se possam evitar possíveis incêndios, tais como:

  • Construção e manutenção de aceiros: conforme já descrito acima;
  • Cortinas de segurança: Consiste na introdução de uma vegetação com menor capacidade de inflamação, que tem por objetivo reduzir a capacidade de propagação do fogo;
  • Planos de prevenção: Consiste na obtenção dos dados referentes a região na qual a floresta está situada, contém informações sobre o local e período de maior ocorrência de incêndios, assim como o tipo da cobertura vegetal da região e também as principais causas destes eventos, com tais informações é possível definir técnicas e métodos de controle a serem adotados.
  • Equipes de combate à incêndio: Disponibilização de carretas pipa e treinamento de funcionários para o controle do fogo.

A Radix adota as melhores práticas de manejo (sejam elas edáficas, estruturais ou mecânicas) para promover o sucesso do crescimento da floresta e o retorno financeiro esperado. Para investir conosco faça seu cadastro e seja avisado da nossa próxima oferta. 

Referências consultadas:

FALESI, I. C.; BAENA, A. R. C.. Mogno Africano (khaya ivorensi) em sistema silvipastoril com leguminosa e revestimento natural. 4. ed. Belém: Embrapa Amazônia, 1999. 52 p.

MUDAS NOBRES. Mogno Africano: Doenças e Pragas. 2017. Disponível em: <http://mudasnobres.com.br/mogno-africano-doencas-e-pragas>. Acesso em: 07 maio 2016

NATIVIDADE, G. S. Análise do cenário da produção de mogno africano (khaya ivorensi) no cerrado. 2016. 45 f. Monografia (Especialização) – Curso de Gestão de Agronegócios, Agronomia e Medicina Veterinária, Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

Sobre Letícia de Alcântara

Letícia de Alcântara- Gestora Ambiental- Mestranda em Meio Ambiente e Recursos hídricos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *