Entenda o mercado de créditos de carbono no Brasil

Tempo de leitura: 3 minutos

Você já deve ter escutado sobre diversos esforços de países para a redução do aquecimento global e das taxas de emissão de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador do efeito estufa.

Uma das alternativas mais relevantes é a criação do mercado de crédito de carbono. Isso fez com que o assunto fosse tratado com mais seriedade, afinal, quando se fala em mercado, se fala, também, em dinheiro aí mais pessoas se interessam e se dedicam, é claro.

Confira o post que preparamos e entenda o mercado de créditos de carbono no Brasil!

Como funciona, efetivamente, o mercado de crédito de carbono no Brasil?

Na prática, funciona da seguinte maneira: a redução da emissão de CO2 em 1 tonelada gera 1 crédito, que pode ser utilizado, principalmente, para compensar 1 tonelada a mais emitida por outro país ou empresa.

As corporações, inclusive, podem utilizar esses créditos como forma de investimento com o objetivo de revendê-los no futuro por um preço maior, ou para compensarem suas emissões e melhorarem sua imagem sob a ótica da responsabilidade ambiental.

Para entendermos melhor, devemos saber que ele se divide em dois: Mercado Regulado e Mercado Voluntário.

O primeiro se baseia em um sistema denominado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), criado pelo Protocolo de Kyoto (realizado em 1997 e que implantou, entre outras coisas, metas de redução de carbono para os países).

O MDL, que ficou limitado aos setores de transportes, florestal e energético, determina a criação de procedimentos rigorosos de registro público para a qualificação de projetos de redução de carbono, ou seja, é uma regulamentação do processo de obtenção dos créditos de CO2.

Nele está previsto que os projetos devem ser aprovados pela Entidade Nacional Designada (DNA) de cada país. No Brasil, a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima é quem tem essa atribuição.

Essas iniciativas ganham um título chamado de Redução Certificada de Emissão (CER) para cada tonelada de CO2 reduzida, os quais podem ser negociados. No ambiente externo, as transações são feitas entre países, com o objetivo de alcançarem suas metas, já no ambiente interno, em leilões da BM&FBovespa.

O segundo é mais democratizado e menos burocrático. Nele, ONGs, empresas, governos ou cidadãos podem, voluntariamente, tomar a iniciativa de reduzir as emissões. Os créditos gerados são auditados por entidades independentes e alheias ao sistema das Nações Unidas. A compra e a venda podem ser feitas diretamente pelos atores citados acima ou em mercados internacionais, como o Chicago Climate Exchange.

E qual a situação do mercado brasileiro atualmente?

O Acordo de Paris (COP-21), realizado em 2015, aumentou as metas de redução de emissão de todos os países, com o objetivo de acelerar a mudança global para uma economia de baixo carbono. Para concretizar essas metas, a principal ferramenta utilizada deve ser a substituição de energia fóssil por energia limpa e, nesse cenário, o Brasil ganha terreno, literalmente.

As terras tupiniquins têm vasto espaço, o que constitui elemento fundamental na produção de energia verde e que representa grande potencial para a geração de crédito de carbono. Esse tipo de crédito, inclusive, já é visto como uma commoditie de grande capacidade de valorização.

Vale lembrar, também, que há setores da sociedade que pleiteiam a inclusão de outras atividades no Mercado Regulado como governos estaduais, que pretendem incluir a redução do desmatamento ilegal como atividade geradora de crédito de CO2 , o que pode ampliar e fortalecer este comércio.

Percebe-se, portanto, que o mercado de crédito de carbono ainda pode gerar muitos e bons frutos, e com a evolução da regulação e a democratização deste comércio verde, em breve, esse será o investimento alvo de diversos atores sociais, não só de empresas ou países.

Se você gostou do post e quer continuar aprendendo, confira mais um de nossos posts: Créditos de carbono: conheça este mercado!

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